segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Há tão somente inconsciência, querendo ser, sem Ser...

Dias assim amanhecem para mim, vejo tudo azul...
A alegria toma conta, diz que tudo em volta é só risos.
As árvores, as flores dos arbustos, a relva...
Tudo brilha e acompanha a música que envolve meu coração.
Somos uma só canção tocada sob a batuta do Maestro que a tudo vê e em tudo está.
Não há uma vida separada, desgarrada...
Há tão somente inconsciência, querendo ser, sem Ser.

domingo, 20 de novembro de 2011

Depois vou conversar com você..

Depois vou conversar com você,
te contar como estou,
como sobrevivi.
Fica prá depois, para um outro dia,
aquele que me fará ficar mais perto,
mais junto de você.
Agora respiro novos ares, 
um outro oxigênio, ar mais puro, 
onde descanso da dor sofrida.

Longe de você...

Ainda estou aqui, uma nuvem solitária,
perdida na vastidão do firmamento.
Pequenina, diminuta, só mesmo eu me dou
conta da minha presença,
aqui, perdida.
Uma saudade é meu rastro neste imenso
céu azul, uma dor é meu caminho,
solitário, longe de você.

Uma emoção suave banha a mim e me diz que você é banhado também...

               Estou aqui pensando que faz uma semana que não faço uma postagem, converso com você. Deixei que acontecesse, foi bom, como se diz, dei um tempo.
               Você viajou por outras postagens, descobriu os guardados do Ser Livre, acompanhei através da estatística do blog e vi que há sempre algo novo, mesmo quando se envereda por caminhos já percorridos.
               Estamos todos ligados, um sentimento que preenche minha alma passa pela sua também e é assim que a gente se entende, se completa. Minha alegria é a sua alegria, minha tristeza é a sua tristeza, minha paz faz morada no seu coração também. Somos um só.
               Fiquei uns dias sem dizer nada, mas senti uma ligação muito forte com você que lê estas palavras e viaja através delas pelas veredas dos seus sentimentos. Uma emoção suave banha a mim e me diz que você é banhado também.

domingo, 13 de novembro de 2011

Você é um ser abençoado...

                          Ontem foi meu aniversário. Passei o dia bem na minha como se diz, introspectivo, queria deixar nascer em mim uma outra pessoa. Não sei se consegui, não vi o parto acontecer, é bem provável que a coisa tenha acontecido de forma bem sutil. O que importa é que algo me diz que já não sou o mesmo, na realidade, a gente renasce todos os dias. 
            A data é uma lembrança viva da nossa presença neste plano terreno, com a presença dos amigos nos desejando os melhores acontecimentos e uma vida longa rica em saúde, felicidade, muita luz, paz e alegria. É bom ter amigos neste momento, a gente sabe que não está só e que eles só querem para nós o que há de melhor. Sou muito agradecido a todos eles.
            E que esta data se multiplique por muitos e muitos anos. Este é um desejo interessante e que chamou minha atenção, me fez refletir um pouco mais. De repente percebi que quando se é jovem tem sentido se multiplicar os anos de vida que se deseja para o aniversariante, mas quando se passa dos sessenta a operação mais apropriada é a soma.
            Nesta passagem  que estou empreendendo no momento aqui na terra sou um ser finito, com direito a um nascimento, a uma vida de uns tantos anos e a uma morte, a entrega do corpo de volta à terra onde vivemos. Uma reciclagem necessária à sobrevivência da espécie humana num ambiente de recursos limitados. É bom quando nesta passagem terrena a gente toma consciência da presença de algo eterno dentro de si e vê que tudo é efêmero, nada nos pertence, voltamos de mãos vazias.
            Este presente está aí com você, os amigos te desejam, te relembram, mas não podem te dar. É você que tem que descobrir e agradecer a eles pela lembrança de que você já é feliz por natureza. Reencontrar esta felicidade, se religar à fonte, é o nosso caminhar. E um sorriso bem suave vai te dizer que você chegou. 
            Você é um ser abençoado.
             

Não ser é o bastante...

          O sorriso que fez morada  em mim jorra constantemente e fala de uma coisa chamada felicidade, não fala, sussurra. É de muita paz a sua natureza.
Guarda em si um bem estar admensional, sintoniza com uma fonte inesgotável, me deixa imóvel, com vontade de simplesmente ser.
O querer desaparece, o sorrir toma todo corpo, vai além, se derrama em sua direção. Não posso fazer nada, apenas contemplo a sutileza de um não ser pleno de prazer.