sábado, 3 de março de 2012

Um viver mais sábio...

Me surpreendo cada vez mais com o ser humano. A gente vai amadurecendo e graças às determinações divinas, à corrente viva do existir, vamos abrindo o coração à compreensão do outro, daquela pessoa que está do nosso lado. A mente muitas vezes assume o papel de juiz e vai, mesmo sem o nosso consentimento, se esmerando em julgamentos nem sempre justos. É bom se dar conta disto e abrir espaço à aceitação do outro como ele é. Parece muito difícil agir assim, mas o caminho da perfeição nos leva a dar um passo decisivo nesta direção. Às vezes é desconfortante, desajeitado, difícil mesmo agir assim. A arrogância, que mora bem do lado, muitas vezes toma a frente e destrói tudo, distorce as coisas e passa a perna na humildade que se apaga e tudo acontece exatamente ao contrário.
Vejo isto acontecer diariamente e as relações humanas vão perdendo o brilho por atitudes tão sem sentido, simplesmente pela falta de atenção que se deveria dar as atitudes do coração, deixando à mente o seu papel de pensar num viver mais sábio.

Um só ser é o que somos...

A cada dia chego mais perto de mim mesmo e algo suave me diz o que sou. A calma é minha natureza mesmo quando a turbulência faz o seu estrago. Sorrio de contentamento porque sei que a minha natureza não é o que eu pensava ser. Gargalhadas de satisfação me apresenta ao mundo como um ser especial, assim como todoas vocês o são. Espalmo minhas mãos em direção a todos os amigos e sinto a leveza do estar juntos. Um só ser é o que somos.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A ternura do que somos...

A ternura do que sou é muito suave, uma paz sem limites.
Jorra incessantemente, pura, cristalina.
Te dou as mãos, a ternura amacia o toque, chega a teu coração e nos faz unos.
Na ternura do que somos nos confundimos um com o outro, desaparecemos por completo, apenas o amor se faz sentir.

O silêncio em mim...

O silêncio em mim é uma companhia inseparável. É aconchegante, transborda e me mostra a essência do que sou.
No silêncio do que sou, não existo. Apenas o silêncio é.
O ar entra calmamente, esvazia-se sem deixar pegadas, o silêncio permanece, intocado, vivo...

Sinta Mais. Pense Menos...

          Demorei muito a entender tudo isto até que  um dia, no meio da Meditação Dinâmica, mergulhei no coração e daí em diante, tudo mudou em minha vida. Fazia tudo através do pensamento, era uma loucura. O coração me fez mais centrado, mais calmo, mais perto da realidade. Osho, meu Mestre, me jogou neste espaço e as palavras deste texto dizem tudo, ou quase, é bom experimentar.
               "Pense menos, sinta mais. Intelectualize menos, intua mais.
               Pensar é um processo decepcionante, ele faz você sentir que está fazendo grandes coisas. Mas você está apenas construindo castelos no ar. Pensamento nada mais são do que castelos no ar.
               Sentimentos são mais materiais, mais substanciais. Eles o transformam. Pensar sobre amor não vai ajudar, mas sentir amor está fadado a mudá-lo. Pensar é muito apreciado pelo ego, porque o ego se nutre de ficções. O ego não pode digerir qualquer realidade, e o pensar é um processo fictício...
               Mude da mente para o coração, do pensar para o sentir, da lógica para o amor. E a segunda mudança é do coração ao ser - porque ainda há uma camada mais profunda em você, onde os sentimentos não podem alcançar. Lembre-se destas três palavras: mente, coração, ser. O ser é a sua natureza pura. Em volta do ser está o sentimento e em volta do sentimento está o pensamento. O pensar está muito longe do ser, mas o sentir está um pouco mais perto; ele reflete alguma glória do ser. É como num por do sol, o sol sendo refletido pelas nuvens e as nuvens enchendo-se de belas cores.
                 Elas mesmas não são o sol, mas elas estão refletindo a luz do sol. Os sentimentos estão mais próximos do ser, assim eles refletem alguma coisa do ser. Mas tem que ir-se além dos sentimentos também. E entào o que é ser?
                 Não é nem pensar, nem sentir, é puro não-ser. Você apenas é". (Osho)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O adolescente precisa de segurança para se abrir para o mundo...

          Uma filha ou um filho adolescente tem que estar muito perto de nós, pais. Eles estão muito inseguros, imagino até perdidos, afinal, deixaram para trás a infância, onde tudo era felicidade. Perderam o contato com a inocência e o mundo começa a se revelar. E o mundo nem sempre é muito saudável, agradável de se viver, disponível.
          Nesta fase da vida o colo de pai, o colo de mãe é muito aconchegante e é bom que esteja disponível. Acabei de dar o colo à minha filha, ela estava chorosa, lastimando não ter amigas, mesmo os familiares estavam distantes dela. Pedi para que olhasse para a criança que ela foi, se mirasse na alegria daquela menina tão alegre que há poucos dias estava ali. Sorria para esta criança, pedi. O importante é manter sempre viva esta criança e procure acariciá-la com o seu sorriso, amá-la profundamente.
          Ela chorou, as lágrimas correram frouxas sobre sua face, me deu um abraço e encostou sua cabeça no meu ombro. Chorou aos prantos, me apertou com seus braços e deixei que o amor de pai fosse assentar no seu coração. Ficamos ali por algum tempo. Aos poucos ela foi afrouxando o abraço, enxugou as lágrimas, levantou-se e vi que ela saiu do quarto e foi até sua mãe receber mais carinho.
          O adolescente precisa crescer alimentado pelo amor do pai e da mãe. Precisa conhecer o mundo de mãos dadas com a segurança que ele vê na figura paterna e materna. Amar é se dar e o próximo mais próximo de nós mesmos é a nossa filha, é o nosso filho, as pessoas que fazem o dia-a-dia acontecer juntos.